Úlcera venosa, úlcera arterial e úlcera diabética são três tipos de feridas crônicas com causas, características e tratamentos completamente diferentes. Confundi-las não é apenas um erro diagnóstico — é um risco real, porque o tratamento de um tipo pode ser contraindicado em outro.
Na Dermacura, clínica especializada em curativos em Salvador, a avaliação clínica precisa do tipo de úlcera é o primeiro passo de qualquer protocolo de tratamento. Neste artigo, explicamos as diferenças fundamentais para que você entenda melhor a condição do seu paciente ou de você mesmo.
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Por que é tão importante diferenciar os tipos de úlcera?
O tratamento é radicalmente diferente para cada tipo. O exemplo mais claro é a terapia compressiva, que é o pilar do tratamento de úlceras venosas — mas que é terminantemente contraindicada em úlceras arteriais puras, pois reduz ainda mais o fluxo sanguíneo em extremidades já isquêmicas, podendo acelerar a necrose.
Por isso, antes de qualquer intervenção, é fundamental identificar corretamente o tipo de úlcera. Em casos mistos (venosa + arterial), o manejo é ainda mais delicado e exige equipe experiente em feridas de difícil cicatrização.
Úlcera venosa: o tipo mais comum
Causa
A úlcera venosa é causada pela hipertensão venosa crônica. Válvulas venosas com mau funcionamento permitem o refluxo do sangue, que se acumula nas extremidades inferiores. Esse acúmulo aumenta a pressão nos capilares, causa extravasamento de proteínas e células para os tecidos e leva à morte celular progressiva.
Localização e aparência típica
- Localização: terço inferior da perna, principalmente na região do maléolo medial (tornozelo interno);
- Bordas: irregulares, com aspecto de “mapa”;
- Leito: vermelho-róseo, com tecido de granulação úmido;
- Exsudato: moderado a abundante, geralmente seroso ou serossanguinolento;
- Pele ao redor: com dermatite ocre (manchas escuras), lipodermatoesclerose, edema.
Tratamento
Terapia compressiva é essencial. Curativos adequados para controle do exsudato e laserterapia para acelerar a cicatrização completam o protocolo. Leia nosso artigo completo sobre tratamento de úlceras venosas em Salvador.
Úlcera arterial: a isquemia como causa
Causa
A úlcera arterial é causada pela obstrução ou estreitamento das artérias que irrigam as extremidades — doença arterial periférica (DAP). Com menos sangue chegando ao tecido, as células morrem por falta de oxigênio e nutrientes. É uma úlcera isquêmica.
Localização e aparência típica
- Localização: dedos dos pés, calcanhar, tornozelo lateral, áreas de pressão — áreas distais com pior irrigação;
- Bordas: bem definidas, com aspecto “cortado a bisturi”;
- Leito: pálido, amarelado ou com necrose seca;
- Exsudato: escasso;
- Dor: intensa, especialmente à noite e em repouso (dor isquêmica);
- Pele ao redor: brilhante, fina, sem pelos, fria ao toque.
Tratamento
Exige avaliação vascular urgente e, frequentemente, revascularização cirúrgica. A compressão está contraindicada. O curativo deve ser feito com muita cautela por equipe experiente.
Úlcera diabética (pé diabético): a combinação mais perigosa
Causa
A úlcera diabética resulta da combinação de neuropatia periférica (que elimina a sensação de dor e pressão) com doença vascular (que reduz o fluxo sanguíneo). A neuropatia faz com que traumas repetidos — que o paciente não sente — causem lesões que evoluem sem que ele perceba.
Localização e aparência típica
- Localização: regiões de maior pressão — cabeças dos metatarsos, calcanhares, polpa dos dedos;
- Bordas: geralmente bem definidas, com halo de calosidade ao redor;
- Leito: variável — pode ter tecido de granulação ou necrose;
- Exsudato: variável;
- Dor: frequentemente ausente (por causa da neuropatia) — o que é enganoso;
- Pele ao redor: com calosidades, ressecada, com fissuras.
Tratamento
O tratamento do pé diabético exige controle glicêmico rigoroso, descarga de pressão (calçados especiais ou órteses), curativos especializados e, frequentemente, laserterapia. Leia nosso guia completo sobre o tratamento de pés diabéticos em Salvador.
Quadro comparativo: venosa x arterial x diabética
Localização — Venosa: terço inferior da perna / Arterial: dedos, calcanhar, tornozelo lateral / Diabética: pontos de pressão no pé
Dor — Venosa: leve a moderada, alivia com elevação / Arterial: intensa, piora em repouso / Diabética: frequentemente ausente
Exsudato — Venosa: abundante / Arterial: escasso / Diabética: variável
Bordas — Venosa: irregulares / Arterial: bem definidas / Diabética: halo de calosidade
Compressão — Venosa: indicada / Arterial: contraindicada / Diabética: com cautela
E as úlceras mistas?
Cerca de 15 a 25% das úlceras crônicas nos membros inferiores têm componente misto — tanto venoso quanto arterial. Nesses casos, o manejo é muito mais delicado e exige avaliação especializada. A compressão, quando indicada, precisa ser calibrada para não comprometer o fluxo arterial.
Por isso, nunca inicie terapia compressiva em úlcera de membros inferiores sem avaliação profissional — e procure uma clínica de curativos especializada para obter o diagnóstico correto.
Independente do tipo, uma ferida que não melhora é uma ferida de difícil cicatrização e merece atenção especializada.
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